Percurso e Desempenho Académico
No Técnico, analisamos o desempenho académico dos nossos estudantes para perceber o que está a funcionar bem e onde podemos melhorar. Olhamos para dados como taxas de sucesso, retenção e conclusão de cursos, mas também para o ‘feedback’ direto de estudantes e docentes. O objetivo não é só medir resultados, mas entender as razões por trás deles: será que alguma unidade curricular precisa de ajustes? Há estudantes que precisam de mais apoio? As metodologias de ensino estão a responder às necessidades atuais?
Com esta informação, trabalhamos em conjunto — com docentes, serviços académicos e os próprios estudantes — para tomar medidas concretas: desde melhorias nos programas curriculares até à criação de novos mecanismos de apoio. O foco é simples: garantir que todos têm as melhores condições para aprender, progredir e concluir os seus cursos com sucesso. Porque o que nos interessa não são só os números, mas as pessoas e o percurso de cada um.
Desempenho Académico e Qualidade das Unidades Curriculares
O Sistema de Garantia de Qualidade das Unidades Curriculares do IST (QUC) nasce em 1993 como um mecanismo de avaliação do funcionamento das disciplinas, sendo formalmente regulamentado em 1998 pelo Conselho Pedagógico (CP). Ao longo dos anos, passou por revisões significativas: em 2007 foi adaptado ao Processo de Bolonha com a criação do SIQuIST; em 2013 estendeu‑se ao segundo ciclo, incorporando a avaliação de dissertações quanto à escolha do tema, desenvolvimento e discussão; em 2019, ampliou‑se ao terceiro ciclo (doutoramento) para captar a experiência dos estudantes; e, em 2025 foi desenvolvido um novo questionário adaptado à avaliação das UC de Projetos Integradores de 1.º Ciclo (PIC). O reconhecimento da sua eficácia ficou patente em 2016, quando o QUC recebeu o selo de Boa Prática na área de ‘Educação Superior’ concedido pelo ObservIST.
O objetivo central do QUC é monitorizar continuamente o desempenho de cada Unidade Curricular relativamente aos planos curriculares, fomentando a melhoria permanente do ensino, da aprendizagem, da avaliação e do envolvimento estudantil. O ciclo operativo inclui a recolha de inquéritos pedagógicos pelos estudantes, o tratamento interno dos dados e a elaboração de relatórios por delegados, docentes e coordenadores, que identificam pontos fortes, fraquezas e propostas de ação. Quando os resultados apontam deficiências ou situações inadequadas, são desencadeadas, pelo CP auditorias específicas nas unidades afetadas, assegurando que as intervenções corretivas sejam implementadas de forma sistemática e transparente.
Identificação de Estudantes com Baixo Rendimento Académico (BRAC)
O programa BRAC – Baixo Rendimento Académico, consiste num serviço de monitorização sistemática do desempenho dos estudantes. A DPQ, através da recolha e análise regular dos indicadores de rendimento (notas, taxas de aprovação, frequência e resultados dos QUC), identifica situações de dificuldade académica. Quando um estudante ultrapassa os limiares definidos, a informação é transmitida ao Conselho Pedagógico e ao Núcleo de Desenvolvimento Académico (NDA), que coordenam a definição e implementação de medidas de apoio personalizadas – tutoria, mentorias, sessões de coaching e intervenções pedagógicas – visando melhorar o sucesso académico, promover a inclusão e prevenir o abandono.
Identificação de Docentes com Desempenho Pedagógico a Melhorar (DDPM)
No IST, através da identificação de situações de baixo desempenho pedagógico, monitorizamos as avaliações obtidas pelos docentes nos QUC. As situações de desempenho abaixo dos padrões esperados, é encaminhada ao Conselho Pedagógico e ao NDA. Estas instâncias coordenam a implementação de medidas de apoio que visam reforçar as competências docentes, melhorar a qualidade do ensino e garantir a excelência académica para todos os estudantes.