Direção de Planeamento e Qualidade (DPQ)

Melhoria contínua

Análise de dados de desempenho, a identificação de áreas problemáticas, a definição de metas de melhoria e a implementação de ações específicas para alcançar essas metas. Inclui também a monitorização do progresso e a avaliação dos resultados.

Ciclo PDCA no IST

O ciclo PLAN-DO-CHECK-ACT, que se resume a quatro passos simples, estabelece a ligação entre a estrutura de Planeamento e Qualidade do IST e a ação. Na fase de planeamento (PLAN), definimos a estratégia, os planos de atividades, o orçamento e todas as ações de planeamento da atividade anual. No DO, ensinamos, investigamos e colocamos em prática projetos, bem como toda a estrutura operacional necessária para executar a atividade. Nesta fase, recolhemos também a opinião da comunidade (QUC, inquéritos, SugerIST) e registamos o nosso progresso. A fase CHECK avalia o impacto com base em indicadores-chave e analisa o feedback recebido. Por fim, o ACT converte essas lições em ajustes à ação, novos objetivos e melhorias contínuas, garantindo que a ação permanece alinhada, transparente e em constante evolução.

PLAN DO CHECK ACT
Planeamento estratégico e da atividade Ensino e aprendizagem Avaliações internas e externas Ajustamentos à estratégia, planos e objetivos
Regulamentos e normas Investigação, desenvolvimento e inovação Opinião e reações da comunidade (ex: QUC, inquéritos, SugerIST) Ações e projetos de desenvolvimento e melhoria
Interação social Indicadores-chave
Abordagens transversais

Guia de Implementação do Modelo PDCA nos Processos Internos

O ciclo PDCA (Plan‑Do‑Check‑Act) constitui um método sistemático e iterativo que permite às organizações transformar a gestão de processos numa atividade baseada em dados, aprendizagem contínua e responsabilização. Ao planear cuidadosamente as intervenções, executá-las de forma controlada, verificar objetivamente os resultados e agir sobre as lições aprendidas, o PDCA garante que as melhorias não são pontuais, mas sustentáveis e alinhadas aos objetivos estratégicos da entidade.

  1.  Modelo PDCA para aplicar em Processos
  2.  Guia rápido – Metodologia dos 5 Porquês
  3.  Guia rápido – Diagrama de Ishikawa (adaptado ao setor do Ensino Superior)

Resumo Rápido

  1.  Preparar – definir dono, equipa, cronograma alinhado ao calendário do IST.
  2.  Plan – diagnosticar, analisar causas, fixar metas SMART, escolher KPIs, criar plano de ação detalhado.
  3.  Do – executar, registar evidências, comunicar continuamente.
  4.  Check – medir, comparar com metas, analisar desvios, documentar lições.
  5.  Act – decidir adotar/adaptar/abandonar, institucionalizar, formar equipa, arquivar.

Preparação Inicial

Passo O que fazer Porquê?
Designar o Dono do Processo Nomear um responsável (ex.: Diretor de Serviços) que coordenará todo o ciclo. Garantir responsabilidade clara e ponto único de contacto.
Constituir a Equipa Incluir representantes das áreas afetadas (Secretaria Académica, Área Financeira, Recursos Humanos, Tecnologias de Informação, Serviços de Biblioteca, etc.). Capturar todas as perspetivas e assegurar apoio transversal.
Estabelecer Cronograma Global Marcar datas‑chave para cada fase (Plan, Do, Check, Act) e alinhar com o calendário do IST e dos serviços envolvidos (semestre, períodos de matrícula, encerramento de exercício). Evitar conflitos com períodos críticos.

PLAN – Planeamento

Secção do Modelo Como preencher Exemplo
Problema identificado / Oportunidade de melhoria Descrever a situação que se pretende melhorar (ex. “Elevado tempo de resposta a pedidos de certidão académica”). Utilizar dados reais (número de pedidos, tempos médios). “Tempo médio de emissão de certificados = 12 dias (meta ≤ 5 dias).”
Estado atual Apresentar o panorama atual, incluindo processos manuais, sistemas usados e indicadores de desempenho. “Processo manual em Excel, 30% de erros de preenchimento.”
Causa(s) provável(eis) Aplicar 5 Porquês ou Diagrama de Ishikawa para identificar causas raízes (ex.: falta de integração entre FENIX e SAP, ausência de formação). “Falha na integração entre o Sistema de Informação (FENIX) e o ERP financeiro (SAP).”
Objetivo(s) Definir metas SMART (Específicas, Mensuráveis, Alcançáveis, Relevantes, Temporais). “Reduzir o tempo de emissão de certificados para ≤ 5 dias até 31 março 2026.”
Medição (KPIs) Selecionar indicadores que permitam acompanhar a melhoria (tempo médio, taxa de erro, satisfação do estudante). “Tempo médio (dias), % de pedidos concluídos dentro do SLA, NPS dos estudantes.”
Plano de Ação Preencher a tabela “O quê – Quem – Quando – Onde – Resultado esperado”. Cada linha deve corresponder a uma ação concreta (ex.: “Implementar módulo de geração automática de certificados no SIS”).

  1.  Limitar a 5‑7 ações por ciclo para garantir foco.
  2.  Submeter o plano à aprovação do Conselho de Gestão antes de avançar.
O quê: Configurar módulo automático

Quem: equipa TI + Secretaria Académica

Quando: 01‑02‑2026 a 28‑02‑2026

Onde: Servidor SIS

Resultado esperado: Emissão automática em 24 h.

DO – Execução

  1. Comunicação do Plano – Partilhar a tabela de ações com toda a equipa e com as áreas impactadas.
  2. Implementação das Ações – Executar as tarefas conforme o cronograma e registar:
    • O que foi feito (ex.: “Instalada a API de integração FENIX‑SAP”).
    • Observações (ex.: “Necessário ajuste de campos de data”).
    • Dados recolhidos (‘logs’ de teste, número de certificados gerados, e toda a informação necessária para medir o sucesso da implementação). Promova o armazenamento de Evidências, tal como guardar capturas de ecrã, relatórios de teste e atas de reunião num repositório seguro com acesso da equipa envolvida.

CHECK – Verificação

  1. Recolha de Dados – Extrair os KPIs definidos (ex. tempo médio, taxa de erro, NPS).
  2. Comparação com Metas – Avaliar se os resultados estão dentro do previsto.
  3. Análise de Desvios – Identificar o que funcionou e o que não funcionou (ex. “Integração funciona, mas ainda há atrasos devido à validação manual de documentos”).
  4. Documentação – Preencher o bloco “CHECK (Verificação)” com:
    • Resumo dos resultados.
    • Lições aprendidas.
    • Impacto na comunidade (estudantes, docentes, investigadores, técnicos & administrativos).

ACT – Ações de Melhoria

  1. Decisão de Seguimento
    • Adotar – Se a solução cumpre a meta, institucionalizar (ex. tornar o módulo parte do procedimento padrão).
    • Adaptar – Se houver lacunas, ajustar (ex. automatizar a validação manual).
    • Abandonar – Se a solução falhar, procurar alternativa (ex. contratar fornecedor externo).
  2. Plano de Sustentação
    • Atualizar os Procedimentos Operacionais (SOP) da Unidade Operativa.
    • Definir monitorização contínua (KPIs regulares).
    • Formar o pessoal administrativo (‘workshops’, guias rápidos).
  3. Registo – Documentar todas as decisões no bloco “ACT (Ações de melhoria)”.

Fecho e Arquivamento

Item Responsável
Revisão final do relatório PDCA Dono do processo
Aprovação do Conselho de Gestão Vice‑Presidência Responsável e/ou Administrador
Versionamento e Arquivamento Área de Gestão da Qualidade
Comunicação dos resultados Dono do processo e/ou Área de Comunicação, imagem e Marketing

Boas‑práticas de Governação no Ambiente Universitário

Boa prática Aplicação
Reuniões de follow‑up Semanais durante a fase Do; quinzenais na fase Check.
Indicadores de saúde % de prazos cumpridos, número de desvios críticos, índice de satisfação dos utilizadores internos/externos.
Auditoria interna Ao fim de cada ciclo, auditoria pontual para validar a conformidade com o modelo PDCA e com as normas de qualidade do IST.
Integração com o calendário académico Alinhar os ciclos PDCA com os Calendários do IST para minimizar interrupções (períodos de matrícula, exames e encerramento de semestre, ciclos de planeamento e reporte de atividades e contas, etc.)
Comunicação transparente Publicar um resumo executivo dos resultados na página da(s) unidade(s) operativas(s) afetadas e/ou na página do IST (depende do impacto) para reforçar a cultura de melhoria contínua.
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